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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quem adoece primeiro: o corpo ou a alma?


FONTE: Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de março de 2009.

Quem adoece primeiro: o corpo ou a alma?
- A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
- 70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais,os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
- De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
- A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade,ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.


Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
- A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contrato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
- A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.



Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
- Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
- Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença? 
- Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida.. Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
- Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias,ou buscando um príncipe azul fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra.


O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.


O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes,para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.


O que é para você a felicidade?
- É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Encarnamos para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós,quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência.


Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.


Na sua opinião, estamos tão confusos assim?

Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência.. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; cremos ter o poder infinito de viver.


E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?
- O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há deslocamento, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.

Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína,da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me.. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queimas o dedo.

Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo.
 Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
- Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.
Cordiais saudações.

FONTE: Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética. 10 de março de 2009.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quick Massage?

Quick massage é uma massagem rápida nas costas, cabeça e braços, áreas mais afetadas pela dor e pelo stress. É feita numa cadeira especial com a pessoa totalmente vestida e pode ser feita em espaços públicos como empresas, shoppings, aeroportos, academias e até como atração para novos clientes em comércios (farmácias, lojas, etc)


Apesar de rápida ela elimina as dores e o cansaço, ativa a circulação sanguínea, elimina toxinas, alivia tensões, cansaço, stress, relaxa o corpo e a mente. Na empresa, feita regularmente, torna o funcionário mais produtivo e mais receptivo, tornando o trabalho e as relações de trabalho melhores.

Em uma pesquisa se revelou que um dos motivos de faltas por motivo médico, são dores no pescoço (torcicolos), dores nas costas e braços.

Estas dores são causadas pelo enrijecimento dos músculos e articulações, quer seja por falta de exercícios e/ou má postura.

Uma massagem feita regularmente elimina estas dores, pois relaxa os músculos e estimula a circulação sanguínea e linfática do corpo todo.

Inclusive o cérebro precisa de sangue para funcionar, ativando a circulação nos pontos certos, é possível aumentar seu rendimento e a concentração.

E, quando corpo e mente estão bem, a digestão e o sono também são de melhor qualidade e até as relações pessoais e o trabalho se tornam mais prazerosos.

Contrate um dia de quick massage na sua empresa ou loja. O valor é acessível e o retorno nas vendas e produtividade são imediatos.

Experimente e veja o retorno positivo de seus funcionários e clientes.

Peça seu orçamento sem compromisso por email: ficandobem@hotmail.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

Efeitos terapêuticos do riso


Efeitos terapêuticos do riso.

Descubra os beneficio ao organismo produzidos por uma boa risada.

É extremamente importante que uma pessoa dê risada. É comprovada a importância desse fenômeno que muito contribui para a saúde das pessoas. Veja o que acontece com o organismo:

1. O hormônio do estresse, que é produzido pelas glândulas supra-renais é reduzido.


2. Com o riso, suas lágrimas passam a ter mais imunoglobulinas, um anticorpo que é a sua primeira linha de defesa contra algumas infecções oculares provocadas por vírus e bactérias.


3. Sua boca também passa a ter mais imunoglobulina, o que resulta em uma melhor função imunológica.


4. O riso acelera a recuperação de convalescentes e é eficaz no combate a dor.


5. O poder do riso, de ativar a produção de endorfinas, é tão eficiente quanto a acupuntura, o relaxamento, a meditação, os exercícios físicos e a hipnose.


6. O nível de cortisol aumenta de forma nociva durante o estresse e com o riso diminui significativamente.


7. A pressão sanguínea aumenta durante o riso e cai abaixo dos níveis de repouso. O riso diminui a tensão muscular, um dos principais fatores que contribui com doenças ocupacionais, como a DORT – Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho.


8. O ar é expelido em grande velocidade pelos pulmões e pelo organismo quando você dá uma boa gargalhada. O corpo todo é oxigenado – inclusive o cérebro. Este fenômeno contribui tanto para que você pense com clareza, quanto para uma boa forma aeróbica.


9. O riso possui um efeito antiinflamatório nas juntas e nos ossos que contribui para reduzir a inflamação e aliviar a dor em condições artríticas.


10. Durante o estresse, a glândula supra-renal libera corticosteróides que são convertidos em cortisol na corrente sanguínea. Níveis elevados de cortisol têm um efeito imunossupressivo


11. O riso reduz os níveis de cortisol e protege o sistema imunológico – o estresse é o elo entre a pressão alta, a tensão muscular, o sistema imunológico enfraquecido, enfarto, diabetes e muitas outras doenças. (Vencer, Dez/01, p. 50).


Fonte: Academia Letras Brasil

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A nova - e promissora - ciência do sangue

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/novos-testes-de-sangue-podem-revolucionar-diagnosticos-e-a-cura

Na semana passada, a ciência se aproximou da detecção do Alzheimer e do câncer por meio de exames de sangue. O avanço na compreensão dos biomarcadores permite que uma gota da substância que percorre nossas veias se torne uma fonte inesgotável de informações sobre o corpo humano
Marco Túlio Pires

No futuro, novos exames de sangue poderão ajudar no tratamento de várias doenças (Comstock Images)
Os novos exames de sangue podem substituir ou evitar que procedimentos dolorosos e invasivos, como as biópsias, sejam realizados sem necessidade

Doenças antes indetectáveis por meio de exames, como o Alzheimer e o autismo, em breve estarão ao alcance de uma gota de sangue
Qualquer pessoa que já tenha se submetido a um check-up comum sabe da riqueza de informações que um exame de sangue fornece aos médicos. Uma amostra ínfima dos cerca de 5 litros de sangue que, em média, circulam pelo corpo de um adulto, revela a invasão do organismo por parasitas, vírus e bactérias, a carência de nutrientes essenciais ao funcionamento dos órgãos ou a presença de substâncias que podem prejudicá-los. Na semana passada, duas notícias serviram de lembrete para um fato extremamente positivo: a ciência do sangue continua a progredir em grande velocidade, e oferece possibilidades extraordniárias de diagnóstico e monitoramento.

Como mostra o quadro abaixo, a detecção de doenças que antes requeriam procedimentos muito mais complicados e invasivos já pode, em diversos casos, ser feita por meio desse exame indolor (está bem, "agulhofóbicos": quase indolor). Novas técnicas deixarão em breve de ser experimentais e chegarão aos hospitais e laboratórios.


A primeira novidade ligada aos exames de sangue veio na última segunda-feira, quando pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, firmaram uma parceria de 30 milhões de dólares com a empresa Johnson & Johnson para viabilizar um teste capaz de detectar uma célula cancerígena entre bilhões de outras saudáveis. A segunda notícia, divulgada na sexta-feira, foi a de que cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps, na Flórida (EUA), desenvolveram um teste capaz de detectar com precisão o Alzheimer. Atualmente, a doença só é detectada quando o paciente apresenta sintomas, e mesmo assim só é possível confirmá-la após análise do cérebro depois da morte.

Substância dedo-duro — Esta nova geração de exames surgiu na esteira do sequenciamento do genoma humano, em 2000, e do aparecimento de novas técnicas de análise de substâncias químicas, a partir de 2005, que permitiram que os médicos acelerassem a complicada tarefa de vasculhar o sangue atrás de substâncias conhecidas como biomarcadores.

Os biomarcadores são, em geral, proteínas específicas que o corpo produz por causa de alguma doença. Em alguns casos, o biomarcador pode ser uma célula ou um fragmento do material genético do paciente.

"A busca por biomarcadores ocorre há pelo menos 30 anos, mas sempre foi uma tarefa muito difícil. A tecnologia deixou esse processo menos complicado, possibilitando o surgimento de novos exames", diz o médico americano Robert Christenson, diretor do laboratório de biomarcadores da Universidade de Maryland (EUA).

Mirian Silva

Rede de pesca — Para saber se o paciente está doente, os cientistas misturam o sangue com uma substância química que só reage ao entrar em contato com o biomarcador da doença que estão examinando. É como uma rede de pesca que só aprisionasse um tipo específico de peixe. Caso o peixe — o biomarcador — fique preso, quer dizer que o paciente tem a doença.

Um dos biomarcadores mais assediados pelos médicos são os anticorpos, substância formada por proteínas e produzida pelo sistema imunológico para combater organismos invasores ou células cancerígenas. Se o corpo está doente, ele provavelmente irá produzi-los.

Cientistas do mundo todo estão procurando por esses "peixes". Um deles foi encontrado em 2007 pela médica americana Mary Whooley, da Universidade da Califórnia (EUA). A equipe da pesquisadora conseguiu identificar um tipo específico de proteína que passava a ser liberada em pacientes que já haviam sofrido ataque cardíaco quando estavam sob stress. O exame desenvolvido é capaz de prever o risco do paciente sofrer novo ataque. “A vantagem é que, para monitorarmos a doença, não precisamos colocar um pedaço de metal dentro do paciente ou submetê-lo à radiação”, afirma Whooley.

DNA — O oncologista romeno Victor Velculescu, da Universidade Johns Hopkins (EUA), publicou no início de 2010 um estudo dizendo que o material genético das células cancerígenas possui padrões de DNA específicos. “Muitas vezes, esse material é arremessado na corrente sanguínea tornando possível identificar o câncer mesmo quando não se consegue pelas vias normais”, explica Velculescu. “Esperamos que em cinco anos o exame esteja disponível para os pacientes”, diz.

Até a identificação de doenças de difícil diagnóstico, como o autismo, poderá ser facilitada com os exame de sangue em um futuro próximo. O médico britânico Anthony Monaco, chefe do laboratório de neurogenética da Universidade de Oxford, conseguiu encontrar uma relação entre o DNA e o autismo. De acordo com Monaco, existe uma diferença marcante entre o material genético de pessoas saudáveis e as que manifestam o problema. Nas doentes, alguns pedaços de DNA são duplicados ou apagados, alterando o comportamento de alguns genes, o que contribui para a manifestação do autismo. “Quanto mais cedo conseguirmos identificar que uma pessoa possui autismo, melhores serão as condições de tratamento e entendimento da doença”. O médico acredita que em três anos será possível ter um exame confiável que ajudará no diagnóstico.

Cura - Muitos médicos acreditam que os novos exames de sangue podem, ao menos indiretamente, encurtar o caminho para a cura de várias doenças. “As pesquisas que buscam entender o sangue e os biomarcadores nos dão condições de aprender mais sobre as doenças”, diz Christenson. Além disso, os exames de sangue ajudam a monitorar a evolução das doenças, acrescenta Velculescu. “Isso é muito importante para descobrir tratamentos que levam à cura”, completa.

Em geral, afirma a médica Lecia Sequist, da escola de medicina de Harvard — uma das pesquisadoras envolvidas com o dispositivo que detecta células cancerígenas —, as novas pesquisas também estão tentando entender a genética humana. “Quais seriam os genes das doenças?”, pergunta a médica. “Poderemos aprender sobre a predisposição genética das pessoas por meio dos exame de sangue. Estamos apenas no início, ainda temos muito a aprender.”

Livro traça a história milenar do câncer - e da guerra contra ele

Livro traça a história milenar do câncer - e da guerra contra ele
Considerado um dos melhores livros de 2010 na Inglaterra e nos Estados Unidos, 'O Imperador de Todos os Males' mostra por que a doença se tornou a mais emblemática dos nossos tempos
Aretha Yarak

Inédito: o oncologista Siddhartha Mukherjee é o autor do primeiro livro com a biografia do câncer (Deborah Feingold)
"Para muitos tipos, provavelmente, não vai ser possível encontrar a cura, o que pode ser uma grande frustração para os que fazem disso uma obsessão. Mas, para diversos outros tipos, será possível encontrar meios de tratamento que tornem a doença em um mal crônico, prolongando a vida do paciente em muitos anos."

Em 2005, uma paciente com câncer no estômago perguntou ao médico Siddhartha Mukherjee, então residente em oncologia, qual era a origem e qual seria a evolução da doença. A questão deixou o jovem médico desconcertado. "Percebi que não tínhamos nada na literatura que esclarecesse adequadamente o contexto histórico do câncer", relembra Mukherjee, de 40 anos, indiano nascido em Nova Déli que mantém um ar de ator de Bollywood, a indústria de cinema indiana. A conversa com a paciente (ele não revela que destino ela teve) foi a principal inspiração para a criação do livro The Emperor of All Maladies (O Imperador de Todos os Males), que será lançado no Brasil em agosto, pela editora Companhia das Letras - depois de ser considerado um dos melhores lançamentos de 2010 nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Em quase 500 páginas, Mukherjee, agora oncologista da respeitada Universidade de Columbia, traça o que ele chama de biografia da doença. Do período em que o câncer ainda não era conhecido como tal, surgem as figuras de Imhotep, Hipócrates e Heródoto, personalidades que fizeram as primeiras descobertas conhecidas sobre a doença. “Infelizmente, os tecidos das múmias que encontramos até hoje não chegaram até nós suficientemente preservados. Então, tudo o que sabemos sobre esse período são suposições a partir de sinais do que podem ter sido um tumores”, diz o especialista. O livro traça perfis daqueles que contribuíram para o avanço no diagnóstico e no combate à doença, e descreve os desafios científicos que enfrentaram em suas respectivas épocas. Com isso, ajuda a entender por que a doença se tornou a grande praga da modernidade. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o futuro do câncer, sua descrença na descoberta de uma cura universal e a simultânea esperança de que, em muitos casos, ele se torne uma doença crônica.

divulgação

Por que uma "biografia" do câncer?
Parece incrível, mas, apesar de a doença ser tão comum hoje, não houve interesse por parte de outros autores em escrever um livro a respeito de sua história. Eu comecei a escrevê-lo quando estava fazendo a residência em oncologia, em 2005, e uma paciente que tinha câncer de estômago me perguntou qual seria o futuro da doença - não a sua em particular, mas a doença em geral. Eu não tinha como responder a ela, e não tinha nada na literatura que esclarecesse adequadamente o contexto histórico do câncer.

Seu livro demonstra que, ao longo da história humana, o câncer não era apenas pouco conhecido, mas de fato raro. Por quê?
Se percorremos a história em busca de menções a doenças, descobrimos que muitos males com os quais ainda convivemos são mencionados em textos da Antiguidade. Isso não acontece com o câncer, e o motivo principal é que as pessoas não viviam o suficiente para que a doença se manifestasse de maneira significativa nas populações. A relação do câncer com a longevidade é direta. Quanto mais vivemos, maiores são os riscos de surgimento da doença. Para certos tipos de tumor, o risco aumenta de maneira exponencial. O mesmo ocorre, aliás, com o Alzheimer e outras demências. Há quem diga que a civilização e a modernidade aumentaram a incidência do câncer. De fato, a vida moderna nos pôs em contato com um número considerável de novos agentes carcinogênicos. Mas, se pesarmos tudo na balança, o motivo mais importante ainda é o fato de nos tornarmos cada vez mais longevos. Ao ampliar nosso horizonte de vida, a civilização não causou o câncer, mas permitiu que ele se manifestasse.

Mas o câncer infantil também é mais recorrente hoje. A leucemia, por exemplo, é mais comum em crianças. De fato, alguns tipos de câncer não têm vínculo com a velhice. Mas esses são tipos mais raros, a leucemia entre eles. A leucemia é muito menos comum, por exemplo, do que o câncer de mama, associado à velhice. Temos de levar em conta também a questão do diagnóstico. Os antigos eram tão familiarizados com a tuberculose que dispunham de várias palavras para descrever seus estágios e manifestações, mas muitas doenças que hoje classificamos como câncer não eram assim definidas no passado. A leucemia não em seria chamada de câncer, e isso pode influenciar diretamente na impressão que temos de que o número de casos está aumentando.

Mirian Silva

Qual foi o primeiro caso de câncer?
Não sei a resposta a essa pergunta. Esqueletos de hominídeos ancestrais têm sinais do que poderia ser um câncer, mas por ora são só indícios, não sabemos com certeza. Múmias que chegaram até nós também apresentam sinais de tumores, mas o estado dos tecidos não nos permite concluir nada. A descrição médica mais antiga de que se tem conhecimento data de 2500 a.C. e é atribuída ao sacerdote egípcio Imhotep. O documento que chegou até nós surpreende pela maneira objetiva como descreve 48 casos médicos. O caso 45 descreve uma "massa protuberante no seio" com riqueza de detalhes. Estamos, quase com certeza, diante do diagnóstico de um tumor de mama.


Como uma doença sem nome se transformou em câncer?
Hipócrates foi a primeira pessoa, até onde sabemos, a usar uma palavra similar a câncer e a começar a definir de fato a doença tal qual a conhecemos hoje. Foi ele quem concebeu a imagem de um tumor como uma espécie de caranguejo enterrado sob a pele. Mais uma vez, é bem provavel que olhasse para um câncer de mama. Seguindo a mesma visão, as veias sanguíneas ao redor do tumor seriam similares às pontas da carapaça e às patas do animal. Já para Hipócrates, o corpo humano era formado por quatro fluidos: bílis negra, bílis amarela, sangue e fleuma. O grego Cláudio Galeno, que acreditava nessa teoria, achava que o câncer era a exacerbação de um desses fluidos, a bílis negra. Essa associação pode ter surgido pela observação do melanoma. Essa associação entre o câncer e a bilis negra perdurou até o século XIX, que é o momento em que o estudo do câncer, patologicamente falando, se configurou de fato.

Por que se demorou tanto para entender o câncer?
Não tínhamos, e na verdade ainda não temos, a tecnologia necessária para compreender esa doença e tratá-la. A quimioterapia tem cerca de 50 anos. O estudo dos genes que causam o câncer ainda está na infância. E o que sabemos sobre química não basta para encontrarmos moléculas que ataquem as células cancerígenas sem devastar o corpo.

Por que ainda não há tratamentos mais eficientes do que a quimioterapia e a radioterapia?
Pelo motivo que acabo de mencionar. Para criar um tratamento mais eficiente, é preciso encontrar drogas que matem apenas as células cancerígenas e poupem as sadias. Esse é o real desafio. Neste momento, avanços muito significativos estão ocorrendo no tratamento de algumas formas de leucemia. Mas é muito, muito difícil desenvolver drogas assim.

O aparecimento dos antirretrovirais abriu um novo capítulo na história da aids, aumentando a sobrevida dos pacientes. O senhor imagina algo similar com o câncer?
Os pacientes com câncer hoje estão vivendo bem mais do que os pacientes com aids. É importante entender que o câncer não é uma doença, mas diversas doenças, sendo todas bem diferentes entre si. Para o futuro, acredito que o caminho é a descoberta de novas maneiras de prevenção ou, quando isso não for possível, de converter o câncer em doença crônica. Para muitos tipos, talvez simplesmente não seja possível encontrar a cura. Por que o câncer está intrinsecamente ligado ao processo biológico de reprodução das nossas células. Às vezes o processo de crescimento descontrolado das células que chamamos de câncer tem origem numa mutação causada por um agente cancerígeno, mas em muitas outras situações a causa parece ser uma mutação aleatória, ocorrida no processo normal de cópia de genes quando nossas células se reproduzem. Nossas células se dividem, envelhecemos, mutações se acumulam inexoravelmente sobre mutações e, nesse sentido, a longo prazo, talvez seja impossível desconectar o câncer de nossos corpos. Mas, se a morte é inevitável, morrer cedo não é. Para diversos outros tipos, será possível encontrar meios de tratamento que tornem a doença em um mal crônico, prolongando a vida do paciente em muitos anos. Talvez seja esse o significado de vencer a guerra contra o câncer.

Há muitas metáforas para falar do câncer, por exemplo, a que o descreve como praga. O senhor concorda com esse modo de falar?
O problema das metáforas, é que muitas vezes elas trazem um estigma para as pessoas atingidas pela doença. Mas, numa perspectiva histórica, faz sentido pensar no câncer dessa maneira. Se definirmos uma praga como uma doença com implicações biológicas, sociológicas, culturais e políticas, então o câncer se enquadra na categoria, da mesma forma como a peste negra ou a tuberculose ocuparam tal posição em séculos passados. Nos Estados Unidos, uma em cada três mulheres e um em cada dois homens terá um diagnóstico de câncer em suas vidas.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/novos-testes-de-sangue-podem-revolucionar-diagnosticos-e-a-cura

'Biópsia líquida', nova esperança contra o câncer


'Biópsia líquida', nova esperança contra o câncer
Gigante americana investe 30 milhões de dólares para aprimorar exame de sangue que pode detectar vários tipos de tumor
Marco Túlio Pires

O novo exame de sangue poderá se tornar um procedimento corriqueiro no futuro (Photoresearchers/Latinstock)

Desde a última última segunda-feira, está mais próximo o dia em que a biópsia, um exame invasivo e doloroso para detectar o câncer, fará parte do passado. Uma parceria entre uma empresa americana e o Hospital Geral de Massachusetts (EUA) prevê o investimento de 30 milhões de dólares para que um teste de sangue capaz de revelar uma célula cancerígena no meio de bilhões de outras saudáveis seja aperfeiçoado.

O novo exame de sangue surgiu em meio à explosão de novas técnicas de sequenciamento genético e análise de substâncias químicas, que começaram a aparecer nos últimos dez anos. O dispositivo desenvolvido pela equipe do médico americano Daniel Haber, diretor do centro de câncer do Hospital Geral de Massachusetts, consiste em uma placa do tamanho de um cartão de visitas com minúsculos bastonetes impregnados de anticorpos capazes de aprisionar uma única célula cancerígena. Depois de revelada, a célula presa recebe um brilho artificial para facilitar a análise dos médicos. Até o momento, a técnica pode detectar células de câncer de pulmão, mama, cólon, próstata e pâncreas.

Associated Press
Daniel Haber: 30 milhões de dólares para viabilizar novo exame de sangue
O método é capaz de detectar a presença de células doentes mesmo quando os sintomas clínicos do câncer ainda não se manifestaram. Isso quer dizer que o novo exame poderá prever casos da doença com muita antecedência, aumentando exponencialmente as chances de cura do paciente. “É uma espécie de biópsia líquida”, disse Haber.

Esperança — O chefe da pesquisa afirma que o novo exame, conhecido pela sigla CTC (células de tumor em trânsito, em inglês), não irá imediatamente substituir a biópsia — procedimento em que um pedaço de tecido é removido do corpo para análise em laboratório. “O CTC será primeiramente útil para os pacientes que já têm câncer. Será possível monitorar o andamento do tratamento”, disse Haber, em entrevista ao site de VEJA.

A médica americana Lecia Sequist, uma das autoras do estudo, afirmou que o exame poderá, no futuro, ajudar no diagnóstico do câncer que ainda não se manifestou. “Ainda falta muito para que o teste seja aplicado a grandes populações”, disse Lecia. Contudo, a nova parceria entre as instituições americanas permitirá que nos próximos anos a técnica seja estendida a outros tipos de câncer e que eventualmente cada oncologista tenha seu "kit de adaptação", capaz de detectar as várias manifestações da doença.

Mirian Silva

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/biopsia-liquida-nova-esperanca-contra-o-cancer

A cura está no doente, diz médico


Não é habitual ouvir um médico respeitável, de uma instituição de saúde modelar, falar sobre o papel da energia do corpo humano e da religião no caminho para a cura. É justamente o caso do cirurgião Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A medicina integrativa é uma prática em ascensão. Surgida nos Estados Unidos na década de 1970, une a medicina tradicional oriental, com sua abordagem holísitica, e a ocidental, apoiada na produção científica e na tecnologia. A reunião tem revolucionado a busca pela cura de doenças como o câncer. "A ideia não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença", afirma Lima, que estudou a medicina interativa na Universidade do Arizona (EUA) e cursa o primeiro ano da Barbara Brenner School of Healing, na Flórida, onde a cura é perseguida a partir do estudo da energia humana. O médico é também autor do livro Medicina Integrativa - A Cura pelo Equilíbrio (MG Editores, 139 págs., 32,20 reais). Na entrevista a seguir, ele explica os fundamentos da medicina integrativa e aposta que a prática vai se espraiar por aqui por razões econômicas - por ora, apenas alguns hospitais e somente cinco universidades brasileiros se dedicam ao assunto.

Afinal, o que é medicina integrativa?
É um movimento que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e que começou a ser organizado com mais rigor na década de 1980, quando entrou para as faculdades de medicina. Hoje, existem 44 universidades americanas ligadas à pratica, que traz uma visão mais holística da pessoa no seu todo: corpo, mente e espírito. O que buscamos é oferecer uma assistência com informação e terapias que vão além da medicina convencional para ajudá-la a se conectar com a promoção de saúde. Eu não tenho a menor dúvida de que a medicina convencional é extremamente efetiva em se tratando de doença, mas saúde não é apenas ausência de doença.

Que terapias são essas?
Sistemas tradicionais como a medicina chinesa e indiana nos oferecem uma gama de alternativas, como acupuntura, reiki, yoga, entre outras, que trabalham a energia do nosso corpo, estimulando uma reação aos sintomas das doenças. A ideia desse movimento não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença. Isso é uma mudança de paradigma, porque a possibilidade de voltar ao estado saudável não é algo dado à pessoa, mas é algo inato a ela.

Qual a explicação para só agora a medicina integrativa despertar interesse de médicos convencionais?
Há duas razões: a demanda dos pacientes e a produção acadêmica, que cresce a uma velocidade muito alta. Se entendemos como as coisas funcionam, sabemos que é seguro.

Qual a situação da prática no Brasil?
Estamos em uma situação de dualidade. Os alinhados à prática muitas vezes não usam a medicina convencional de maneira integrada, e os convencionais não usam a medicina integrativa. Temos no Brasil um movimento diferente dos Estados Unidos, menos acadêmico, mas que vem crescendo graças a uma portaria de 2006 que autorizou procedimentos de acupuntura, homeopatia, uso de plantas medicinais e fitoterapias no Sistema Único de Saúde (SUS).

E por que a resistência dos médicos convencionais?
Eu não entendo. Estamos falando de energia e não precisamos ir muito longe para provar que energia corporal existe. A partir do momento que temos uma mitocôndria que produz energia dentro de cada célula, e isso é ensinado no primeiro ano de medicina, não há o que discutir. Temos energia no corpo, e pronto. O curioso é que muitos exames hospitalares rotineiros são baseados em mensuração do campo energético do corpo, como a ressonância magnética, o eletroencefalograma e outros mais sofisticados. Mas se você falar para um neurologista sobre a manipulação da energia do corpo, ele pira.

Por quê?
Porque entramos em um outro ponto da discussão sobre a energia humana, que é a interface com a religião. Estamos vivendo em uma nova fronteira em que se tenta entender essa energia, como ela é produzida, como pode ser manipulada e conduzida. E isso tem um impacto importante na questão da espiritualidade. Por isso, se algum paciente meu acha conforto na religião, se ele se sente bem assim, eu o estimulo a praticá-la.

E como se medem os resultados da medicina integrativa?
Começamos a medir os resultados pelas questões econômicas. A Prefeitura de Campinas, em São Paulo, registrou uma redução substancial de uso de analgésico dentro do SUS ao oferecer terapias ligadas à medicina chinesa focadas na questão ósseo-muscular. Além disso, tem uma série de trabalhos acadêmicos ligados à genética provando que a qualidade de vida produz efeitos na expressão genética da doença. E uma nova fase de trabalho investiga se uma gestante, cujo feto apresenta uma expressão genética de determinada doença, pode ajudar seu bebê se tiver uma gestação muito cuidadosa.

Como isso seria possível?
O homem carrega no seu código genético informações de doenças que podem ser a causa de sua morte. Isso já é provado. Só que você pode ter a característica genética da doença e não desenvolvê-la, ou tê-la precocemente. Isso vai depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, praticar atividades físicas, lúdicas e contemplativas são fatores muito importantes ligados à qualidade de vida e que vão provocar um impacto no nosso bem-estar e, consequentemente, na resposta do corpo às doenças já estabelecidas e àquelas que estão programadas para acontecer. O Prêmio Nobel do ano passado de Medicina (dividido entre os pesquisadores Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak) mostra que, se há uma importante mudança nutricional e de práticas contemplativas, há uma diminuição da expressão de câncer de próstata em determinados grupos de homens.

As pessoas, em geral, estão mais abertas para as práticas alternativas?
No Brasil, entre 45% e 80% dos pacientes diagnosticadas com câncer utilizam algum tipo terapia "alternativa" em conjunto com o tratamento. Nos Estados Unidos, 13% das crianças e 55% dos adultos saudáveis utilizam tais práticas.

O senhor acredita que essa corrente ganhará espaço no futuro?
Acredito. Não por razões humanitárias, mas por uma questão econômica. Afinal, a forma como a medicina é praticada atualmente implica altos custos. Não posso prever, porém, quanto tempo isso vai demorar, porque o convencimento dos profissionais a respeito do assunto exigirá um longo trabalho.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cura-esta-doente-paulo-tarso-lima-medicina-integrativa

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Além de diminuir a qualidade de vida, o estresse pode causar obesidade e depressão


Estresse prejudica a qualidade do sexo

Começo esse artigo com uma pergunta: o que todos queremos na vida? Uma boa resposta seria sucesso. Esta palavra abrange muitos aspectos do nosso dia a dia, desde os profissionais até na família. Na busca por esse tão desejado sucesso, começamos a ocupar o máximo de nosso tempo. As pessoas dizem: o tempo voa, mas na verdade nós o deixamos passar sem perceber.


Se não percebemos isso é porque estávamos preocupados com outros afazeres. Será que esses assuntos são mais importantes do que aquele tempo que perdemos? Para você que está pensando na reposta, dou uma dica, não perca tempo. A nossa vida é feita de pequenos momentos não os deixe passar.

As pessoas procuram os médicos para fazer prevenção, com queixas físicas e emocionais e o que os nós vemos, além disto, é pressa, desgaste físico, tristeza, obesidade e muito estresse. O cuidado atual do homem não pode se restringir a partes do corpo e sim uma visão holística onde no físico faz-se a prevenção das doenças e consequentemente prolonga os anos de vida.

No equilíbrio da saúde devemos evitar atos que a prejudiquem como bebida em excesso, cigarro, alimentos gordurosos e o trabalho estressante.No equilíbrio da saúde devemos evitar atos que a prejudiquem como a bebida em excesso, o cigarro, os alimentos gordurosos e o trabalho estressante contínuo. Hoje, o homem moderno faz o ANDROCHECK: a prevenção do câncer de próstata, a avaliação hormonal (andropausa) e um estudo do seu sistema cardiovascular uma vez ao ano, sem medos, sem mitos. Isso mostra que a prevenção é o segredo da boa saúde.

Saúde emocional

Como anda a sua saúde emocional? Boa. Ótimo! Se não estiver como deseja pense que ela depende só de você. Você não pode mudar os outros mas pode mudar você mesmo. Temos um mundo dentro de nós para ser explorado. Evite o "estresse" para conseguir explorar esse potencial com facilidade e da melhor maneira possível.

Para conseguir combater esse inimigo com mais facilidade, é importante conhecer os tipos de estresse que podem estar em nosso cotidiano.

Estresse agudo: acontece no trabalho, escola, sequestro, assalto, problemas na família e a morte.

Estresse contínuo: por um sofrimento constante: doenças mentais, crônicas e o câncer.

Eustress (stress bom): é uma tensão positiva que nos motiva, agiliza e mobiliza. Melhora a função física ou mental, através do esforço ou do trabalho desafiador. Sempre relacionado a eventos desejáveis na vida.

Distress: tipo de stress com implicações negativas (angústia) que levam a comportamentos adaptativos: agressividade, passividade, ou a depressão. Como respostas ao distress podemos ter o alívio por atos positivos: música, exercícios, esportes e outras distrações saudáveis, e o alívio por atos negativos: drogas, álcool e a raiva.


Vida sexual

E na sexualidade: o que queremos? Uma sexualidade ativa, vibrante e sermos felizes. Como? Primeiro devemos mudar a nossa visão do ato sexual. Ser visto como muito mais do que o ato sexual em si e sim como um envolvimento de corpo e alma, com emoção, envolvimento, descoberta, troca, paixão, parceria e carinho.

Tudo isto independente da faixa etária e sempre usando os cinco sentidos: o olhar, o beijar, o ouvir, o cheirar e muito toque. Estes são os segredos do sexo eternamente bom. As dificuldades como o dia a dia e as disfunções sexuais devem ser tratadas por especialistas sem grande demora. Quanto mais rápido melhor o resultado.

Vamos exercitar ligações afetivas, uma dieta adequada, dançar, muitas viagens e praticar sexo. Assim vamos valorizar sentimentos e resgataremos nossa auto-estima, autoconfiança, emoções e finalmente criar uma parceria sexual.

Dr Celso Marzano

A Auriculoterapia pode tratar o stress, a ansiedade e a insegurança.



Veja mais aqui: http://ficandoben.blogspot.com/2010/08/cristais-radionicos-e-sua-terapeutica.html

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aprenda a controlar a ansiedade e entenda sua relação com a insegurança

A Auriculoterapia pode tratar a ansiedade e a insegurança.
Veja mais aqui: http://ficandoben.blogspot.com/2010/08/cristais-radionicos-e-sua-terapeutica.html

Ansiedade e insegurança, existe relação?

Resposta: Existe relação entre ansiedade e insegurança. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria a ansiedade se caracteriza por uma preocupação excessiva com situações triviais do dia-a-dia, causando muitos transtornos. É um estado afetivo caracterizado por um sentimento de insegurança; é um desejo ardente, uma aflição, uma incerteza quanto ao amanhã. É a sensação, às vezes vaga, de que algo desagradável está para acontecer. Quando nos preocupamos excessivamente se algo que esperamos vai ou não acontecer, é porque de alguma forma estamos inseguros. Nestes casos, é importante buscar a origem da insegurança.

É possível aprender a domar a ansiedade?

Resposta: Sim, apesar de que muitas pessoas já têm como característica serem ansiosas. Podemos controlar a ansiedade na medida que conseguimos identificar seus sintomas e suas causas.

Os sintomas mais freqüentes são:

Sintomas psíquicos

- nervosismo
- distração
- dificuldade de concentração
- sensação de estar "no limite"
- inquietude
- irritabilidade
- apreensão
- sensação de alerta e tensão
- insatisfação com o presente
- impaciência
- vontade de agir
- cansaço e desânimo (que podem levar a depressão)
- insônia

Sintomas físicos
- agitação e tremores
- sudorese
- boca seca
- palpitações
- tensão muscular
- sensação de "aperto" no peito
- vertigens e tonturas
- náuseas
- constipação intestinal ou diarréia
- necessidade freqüente de urinar
- dor de cabeça
- sensação de frio na "boca do estômago"
- sensação de "bolo" na garganta, com ou sem dificuldade de engolir

Para diminuir a ansiedade é indicado exercícios de respiração, yoga ou meditação, que são técnicas que ajudam muito. Mas caso isso seja difícil de conseguir sozinho, o mais indicado é buscar auxilio de um psiquiatra que poderá prescrever uma medicação alopata ou homeopata ou um psicólogo para buscar a origem de sua ansiedade.

Quais são as principais causas da ansiedade?

Resposta: Vivemos em uma época em que tudo que acontece ao nosso redor, no mundo, de alguma forma colabora para que nos tornemos ansiosos.

Os problemas não se resolvem porque as pessoas tratam apenas os sintomas físicos provocados pela ansiedade, quando, na realidade, é preciso tratar as causas da ansiedade.

Causas mais comuns

- preocupação excessiva
- medo
- de críticas, de errar, não agradar
- dificuldade em dizer não para não magoar outra pessoa
- crenças negativas
- perfeccionismo

O que fazer para controlar a ansiedade e o nervosismo?

Resposta: É importante identificar as causas que provocam seu nervosismo, você sabe? Qual é sua reação quando isso acontece? Fica agressivo?

Pode ser que sua reação seja uma maneira de se defender, mas é preciso identificar as causas, pois nada adianta receitas prontas para algo que pode estar relacionado com todo seu histórico de vida.

Quanto à ansiedade, também é preciso identificar as causas. Respirar fundo é uma das técnicas para relaxar.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria a ansiedade se caracteriza por uma preocupação excessiva com situações triviais do dia-a-dia, causando muitos transtornos. É um estado afetivo caracterizado por um sentimento de insegurança; é um desejo ardente, uma aflição, uma incerteza quanto ao amanhã. É a sensação, às vezes vaga, de que algo desagradável está para acontecer.

Relacionada com o futuro, o vir-a-ser e não o agora. Nega o presente, o que tem agora. Tudo o que está relacionado com o daqui-a-pouco, o amanhã, é ansiedade. Quanto mais expectativa mais ansiedade.

Em pequenas doses é saudável, mas em demasia se torna uma doença. Quando você está extremamente ansiosa, dificilmente sua mente vai atuar a seu favor. Resultado: seu desempenho cai e o prazer e a sensibilidade ficam comprometidos.

Outro fato que desencadeia a ansiedade é a expectativa do que pode vir a acontecer. Começa a idealizar um futuro próximo e acredita que ele vai se concretizar da maneira como pensou, sem base na realidade. Acaba se preocupando com algo irreal.

Como controlar a ansiedade

- Respirar profundamente;
- Conversar consigo mesmo, mantendo o diálogo interno;
- Obter informação sobre o que o está preocupando;
- Identificar os sintomas;
- Diminuir as expectativas;
- Viver e valorizar o presente

Ao remoer o passado, você deixa de lado o presente. Preocupar-se demais com o futuro pode reduzir sua capacidade de ação agora. Assim, nada mais coerente que viver o hoje.

- Identificar o que causa insatisfação;
- Identificar se depende apenas de você modificar a situação, se depende de outra pessoa, ou se não há como mudar algo no momento presente. Isso é importante para que você não desperdice sua energia, nem seu tempo, com aquilo do qual você não pode mudar ou ter o controle;
- Ter consciência que só poderá mudar o que depende de você;
- Procure ocupar-se e manter seus pensamentos no momento presente, não se “pré-ocupando” com o que poderá ou não acontecer. Isso é gasto de energia desnecessária;
- Permanecer no presente, permitindo-se sentir cada momento como se fosse único;
- Parar com a necessidade de querer ter controle sobre tudo, você pode não ter controle sob o amanhã, mas você poderá ter controle sob seus comportamentos hoje;
- Evitar relacionamentos negativos e/ou pessoas críticas: Receber atenções negativas é pior do que não receber qualquer atenção. Se você convive com alguém que sempre te faz se sentir sem valor algum, afaste-se dessa pessoa.
- Valorizar todas suas conquistas. Tire proveito das suas experiências positivas em vez de ficar lembrando e/ou lamentando as negativas.
- Praticar relaxamento;
- Fazer psicoterapia – autoconhecimento;
- Acredite em você, isso faz toda a diferença.

O mais indicado é procurar um profissional qualificado – psicólogo - para te orientar, e caso seja necessário a prescrição de medicação para equilíbrio químico, ele o encaminhará para um psiquiatra.

E lembre-se da Oração da Serenidade adotada pelos Alcoólicos Anônimos no mundo inteiro:

“Que Deus me dê serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”. Só por hoje!!!

Fonte: Rosemeire Zago é psicóloga junguiana
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/ansiedade01.htm

Descubra as diferenças entre hipotireoidismo e o hipertireoidismo

Descubra as diferenças entre hipotireoidismo e o hipertireoidismo


Problemas na tireoide afetam mais de 15% dos brasileiros, e muitos deles não sabem

Cerca de 15% da população sofre com problemas na tireoide, o que coloca essas doenças entre as que mais atingem os brasileiros, principalmente o sexo feminino, de acordo com o censo do IBGE, Outro dado da instituição afirma que cinco milhões de mulheres não sabem que tem algum tipo de disfunção na tireoide por falta de conhecimento dos sintomas.


"Os maus que mais acometem a tireoide são o hipotireoidismo, o hipertireoidismo e a aparição de nódulos benignos nessa glândula. Todas essas alterações podem ser tratadas sem maiores problemas se diagnosticadas rapidamente. Contudo, como os sintomas são difíceis de detectar, uma grande parte das pessoas que sofre com problemas na tireoide não consegue identificar o problema", explica Pedro Saddi, endocrinologista da Unifesp.

A tireoide, que se localiza no pescoço, libera dois hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo, o T3 (tri-iodotironina) e o T4 (tiroxina). Eles regulam a velocidade do metabolismo e interferem no desempenho de órgãos importantes, como o coração, rins e também no ciclo menstrual. Por isso, qualquer disfunção na tireoide afeta várias funções vitais do nosso corpo. É importante, portanto, conhecer as principais diferenças entre as duas doenças mais comuns na tireoide: o hipotoreoidismo e o hipertireoidismo. Confira aqui.

O hipotireoidismo

O hipotireoidismo pode ser classificado como a baixa produção dos hormônios produzidos pela tireoide. O sexo feminino é mais afetado com essa falha na produção no T3 e T4. Estimativas feitas pelo IBGE dizem que atinja cerca de 10 vezes mais as mulheres do que os homens. Isso acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa, quando o tipo mais comum de hipotireoidismo, a Tireoidite de Hashimoto, se mostra mais comum.

"Os sintomas de hipotireoidismo podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado" O hipotireoidismo pode ser causado por uma série de motivos, embora o mais frequente seja uma variação autoimune, quando o próprio corpo começa a atacar a tireoide. Esse tipo de hipotireoidismo é classificado como Tiroidite de Hashimoto. "A doença de Hashimoto corresponde a 95% dos casos de hipotireoidismo. Ela acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide como um corpo estranho no organismo", diz a endocrinologista e metabologista Gláucia Duarte, da USP.

Outro fator que pode causar o hipotireoidismo é a quantidade de iodo no organismo. Tanto altas doses como baixos níveis dessa substância no organismo podem afetar a produção dos hormônios T3 e T4.

Sintomas

Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado, como menor número de batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, diminuição da memória, cansaço excessivo e dores musculares.

Outros sintomas como pele seca, queda de cabelo, ganho de peso, aumento de colesterol no sangue e alterações no humor - que normalmente leva à depressão-, também são observados em pessoas que têm hipotireoidismo. "Esses sintomas não aparecem repentinamente, ou em conjunto, e podem variar de pessoa para pessoa", diz Glaucia Duarte. Por isso, é difícil fazer o diagnóstico precocemente.

Alimentação

Segundo Glaucia Duarte, a alimentação não determina o surgimento da doença. Como fator de proteção, os alimentos ricos em selênio são uma boa opção."O selênio parece contribuir para o bom funcionamento tireoidiano. Além disso, este mineral tem um papel antioxidante, que também age no controle de radicais livres que podem causar danos às células saudáveis do corpo. As melhores fontes de selênio encontradas na natureza são peixes, alho, cebola, pepino e cogumelo", explica Gláucia Duarte.

Outro nutriente que pode fazer bem a tireoide é o iodo. "Os fabricantes de sal de são obrigados por lei a colocar uma quantidade de iodo que possa prevenir doenças na tireoide. A ingestão de frutos do mar e algas, também ajuda a aumentar os níveis de iodo no organismo", explica o endocrinologista Pedro Saddi. Não é preciso salgar demais a comida, já que ingerir mais do que seis gramas de sal e de iodo pode até ser prejudicial à saúde da tireoide.

Mas, de acordo com Gláucia Duarte, existem alimentos conhecidamente bociogênicos (causadores do aumento do volume da tireoide), e seu consumo não deve ser exagerado, já que, somados com outros fatores como pré-disposição genética e falta de iodo no organismo, podem causar problemas na tireoide. Entre esses alimentos estão o repolho, couve-de-bruxela, brócolis, espinafre e couve-flor.

Tratamento

O tratamento consiste na reposição hormonal, em geral, à base de levotiroxina (L-T4). "O comprimido é tomado uma vez ao dia, cedo, em jejum. Solicita-se que a alimentação ocorra somente após 30 minutos da ingestão da medicação, pois os alimentos aumentam o pH estômago, diminuindo a absorção da levotiroxina", explica Glaucia.

O hipertireoidismo

O hipertiroidismo, mesmo sendo um pouco menos comum que o hipotireoidismo, ainda afeta milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE. Assim como o hipotireoidismo, o hipertireoidismo é mais comum nas mulheres. "O sexo feminino está mais propenso a ter essa doença. Os números da Organização Mundial da Saúde estimam que as mulheres sofrem até cinco vezes mais com o hipertireoidismo do que os homens", diz Gláucia Duarte.

Causas

A causa mais comum de hipertiroidismo é quando a glândula da tireoide encontra-se exageradamente ativa, produzindo uma excessiva quantidade de hormônios, condição denominada também de bócio difuso tóxico ou Doença de Graves.

Outros problemas, como tumores e excesso de iodo no organismo também podem fazer com que a tireoide passe a produzir uma quantidade maior de T3 e T4, causando assim mudanças em todo o corpo.

Sintomas

Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração nos batimentos cardíacos, geralmente acima de 100 batimentos por minuto, nervosismo, mãos trêmulas e sudoreicas, ondas de calor repentinas, intestino solto, perda de peso acentuada sem intenção.

Alguns sintomas, no entanto, são os mesmos como enfraquecimento e queda de cabelos, fraqueza e dores musculares e alterações no ciclo menstrual. Ela também aumenta as chances de aborto e acelera a perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas. "A semelhança entre os sintomas é um fator que dificulta o diagnóstico do tipo de doença na tireoide. Por isso que os exames TSH sérico e ultrassom da tireoide são essenciais para fazer o diagnóstico", comenta Perdo Saddi.

Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração no metabolismoAlimentação

O excesso de ingestão de iodo (alimentos ricos em iodo: ostras, moluscos e outros mariscos e peixes de água salgada, algas, consumo excessivo de sal iodado) pode, em indivíduos predispostos, levar ao quadro de hipertiroidismo e suas complicações (arritmias cardíacas, por exemplo), principalmente em idosos.

Tratamento

De acordo com a endocrinologista Glaucia Duarte, o tratamento com medicamentos específicos, como Tapazol ou Propiltiouracil, que reduzem a função tireoidiana e controlam a produção hormonal pela tireoide, é o mais comum. Esses dois medicamentos são administrados pela via oral, e devem ser receitados por um médico.

Outro tratamento bastante comum é com iodo radioativo, mais conhecido como radiodoterapia. Durante esse tratamento, a glândula tireoide absorve o iodo da circulação e quando ele penetra na glândula, começa a destruí-la lentamente. Esse processo pode durar meses, mas tem efeito definitivo.

Nos casos em que a glândula foi afetada por um tumor, existe a opção da cirurgia para a retirada da tireoide, após isso deve haver o tratamento com medicamentos para a reposição hormonal.

http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/12463-Descubra-as-diferencas-entre-hipotireoidismo-e-o-hipertireoidismo.htm

Falta de vitamina D causa problemas físicos e cognitivos

Falta de vitamina D causa problemas físicos e cognitivos
Falta desse nutriente causa fraturas, depressão e dor nos músculos


Segundo estudos recentemente publicado nos Estados Unidos, cerca de 10% da população de paíse desenvolvidos ou em desenvolvimento possui deficiência de vitamina D. Esta deficiência eleva em aproximadamente quatro vezes as chances de quedas, fraturas ósseas, sintomas depressivos, câncer de cólon e problemas cognitivos (de memória e da capacidade de raciocínio).


A vitamina D protege o fluxo sanguíneo e limpa o organismo de toxinas, incluindo as proteínas amilóides associadas à doença de Alzheimer, promovendo um melhor funcionamento do organismo como um todo. A grande maioria das pessoas deficientes em vitamina D apenas irão apresentar sintomas na idade adulta, sobretudo na terceira idade (a partir dos 65 anos). Por isso, tomar cuidado com a falta desse nutriente vital para o nosso organismo é importante desde a juventude.

A vitamina D protege o fluxo sanguíneo e limpa o organismo de toxinas, incluindo as proteínas amilóides associadas à doença de Alzheimer.Um exame simples de sangue ( 25OH Vit. D3) detecta os níveis de vitamina D e deve ser solicitado por um médico experiente sobretudo na presença de sinais e sintomas de carência desse nutriente. As queixas mais comuns são dores ósseas (latejamento/desconforto) na coluna lombar, quadril e pernas e dor e fraqueza na musculatura dos braços. Existe também um risco aumentado de quedas e osteoporose. Muitos pacientes também se queixam de fraqueza e desânimo.

Fatores de risco associados à deficiência de vitamina D

- Idade superior a 65 anos
- Pele negra
- Insuficiente exposição à luz solar
- Medicamentos (anticonvulsivantes e corticóides)
- A obesidade (índice de massa corporal superior a 30)
- Falta de atividade física

Benefícios da suplementação de vitamina D

Ao certificar-se de que está ingerindo quantidades diárias recomendadas à sua faixa etária, você está prevenindo problemas futuros de quedas, osteoporose, fraturas e doenças cardiovasculares (infarto, trombose e derrame cerebral).

Outros benefícios são a melhora da capacidade física (aumento da disposição e do ânimo) e uma menor chance apresentar problemas cognitivos (demência senil e Mal de Alzheimer) na terceira idade, a prevenção do câncer de cólon e de sintomas depressivos.

Alimentos ricos em Vitamina D

Óleo de peixe - 400 miligramas por colher de chá.
Gema de ovo - 20 miligramas por unidade
Salmão fresco -100 a 250 miligramas por 100 gramas.
Sardinha e atum - 200-300 miligramas por 100 gramas
Leite de soja - 200 miligramas (um copo )

Prevenção e tratamento

Para prevenir a deficiência de vitamina D em pessoas com exposição solar inadequada, recomenda-se uma dieta rica em vitamina D que varia conforme a faixa etária. O tratamento da deficiência consiste em suplementação oral por cerca de oito semanas.

-Bebês- 400 miligramas
-Crianças e Adolescentes 400 miligramas
-Adultos com menos de 51 anos 400 miligramas
-Maiores de 51 anos 600 miligramas

http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/12461-Falta-de-vitamina-D-causa-problemas-fisicos-e-cognitivos.htm

Só podemos perder o que não temos

Por Sandra Maia . 23.11.10 - 17h05


Só podemos perder o que não temos

Na última semana, terminei de ler um livro que um amigo muito querido me presenteou. Falava de auto-descoberta, auto-conhecimento – tratava de temas complexos sobre o expandir da consciência, ampliar o olhar sobre si mesmo – tudo banhado de espiritualidade e conceitos da psicologia. Enfim, dentre os inúmeros temas que pude revisitar ao ler esse livro, um em especial me chamou a atenção: a morte. Nesse capítulo o autor deixava claro um ponto que quero compartilhar com você: a questão da perda.

É verdade que toda perda é um processo dolorido, sofrido. Um processo que nos faz pensar e repensar, refletir sobre nossas vidas, nosso tempo, a forma como aproveitamos ou não esse milagre que é viver e se relacionar, estabelecer relações. Tudo isso faz sentido se ampliarmos o conceito da morte e compreendermos que morremos todos os dias e, renascemos todo amanhecer. A morte nada mais é que o fim de um ciclo e início de outro.

Desapego

E, se morremos, ou melhor, perdemos algo de um lado, de outro ganhamos com certeza. Morrer, romper, terminar, deixar – tudo isso demanda desapego, amor próprio, demanda o aceitar, confiar e agradecer o que recebemos. Um alento é saber reconhecer que só perdemos o que não temos. Explico: só perdemos o que não é nosso, não nos pertence, não agrega, não soma, não nos faz melhor.

Vou tentar clarear… Se só perdemos o que não temos – tudo o que temos levamos conosco. Sensações, emoções, sentimentos – tudo o mais é transitório. Isto é, se alguém próximo se foi, podemos sempre ficar com o que construímos. Com o que vivemos e experimentamos juntos. É de fato só isso o que temos – bons ou maus momentos.

Talvez por isso muitos afirmem que a felicidade é uma soma de bons momentos… Ser feliz é estar mais feliz do que triste no tempo que temos para administrar nessa passagem. O quanto antes conseguirmos entender que a vida é uma passagem, viver se tornará muito mais possível além de mais prazeroso, mais delicado.

Então, exercitar o desapego, o soltar as amarras e travas que nos distanciam do que temos de melhor – nós mesmos – ficará muito mais fácil. Saber o que temos é, por isso, parte do nosso crescimento. Do nosso auto-conhecimento, nossa auto-descoberta. E, para tanto, precisamos passar a olhar com os olhos da verdade, da beleza, da ética, do amor… No mais, tudo vai dar certo.

Máscaras

A questão é que, por vezes, temos tanto medo de olhar a nossa verdade que utilizamos diferentes artimanhas para nos afastar desse nosso centro. Vivemos assim com base no medo de sermos descobertos; na ilusão de que vamos conseguir enganar a todos, inclusive a nós mesmos e, nesse sentido, inflamos nosso ego, praticamos a vaidade, nos apegamos a uma imagem ou imagens que não podem ou jamais serão nossas.

Por isso sofremos. Sofremos nas nossas relações, na nossa existência. Afinal, bem no nosso íntimo sabemos que a máscara que tanto lustramos um dia cairá. E então vamos de uma única vez nos deparar com tudo o que fizemos para tentar tapar o sol com a peneira – a nossa alma, nossa essência – com os véus… Desiludimo-nos, perdemos o outro, perdemos a relação…

Em função de tudo isso fica aqui um convite: faça uma auditoria pessoal. Tente compreender o que é de fato seu e o que não é. Depois de tudo visto, liberte-se. A relação com certeza agradecerá… O outro e o seu ser também.

http://colunistas.yahoo.net/posts/6626.html

Emagrecer pra quê?

A Auriculoterapia pode tratar excesso de peso, veja mais aqui: http://ficandoben.blogspot.com/2010/08/cristais-radionicos-e-sua-terapeutica.html

Emagrecer pra quê?

A inteligência é capaz de transmutar problemas em evolução por meio de um método que pode ser dividido em quatro estágios distintos: assombro, negação, resignação e mudança.

O primeiro estágio (assombro) é o alarme.

- Putz, tô pesando isso mesmo??

Logo após entra o segundo estágio (negação):

-… Ah, mas tem que descontar o peso da roupa, essa bolsa enorme, o celular, o tênis, o relógio… isso sem falar que essas balanças nem tem manutenção direito… deve estar toda zicada…

Você nega o problema quase como quem reza para que ele não existisse. Normalmente não funciona. E o ponteiro evidenciando os quilos a mais fica ali, encarando inexorável. Fazer o que…?

Simples: correr para o terceiro estágio. Resignação. E “Fazer o que…?” vira seu mantra.

A despeito de todos esses gurus de auto-ajuda e revistas e livros que lhe dizem quanto você deve pesar para ter sucesso e o que você deve comer para viver para sempre, você sabe que um dia você irá terminar.

Um dia, a pessoa que você é irá desaparecer. Como aconteceu com a pessoa da sua tataravó e da mãe dela, e por gerações a perder de vista. Nesse ciclo sem fim de aparecer e desaparecer, se você está pesando apenas um pouco mais… bah… fazer o que…, né não? Deixa estar.

Lamaçal confortável

A resignação é um lamaçal confortável. Como um pântano de colchões macios, morangos e calda de chocolate. Ela te dá um colinho e você logo se esquece do assombro e da negação.

Resignar-se pode até parecer sabedoria. O detalhe é que o resignado costuma esquecer da mudança, e quando menos percebe andou décadas sem ter saído do lugar. Que sabedoria há nisso?

Para completar a alquimia do bolo Evolução Feliz, é preciso que você insira os ingredientes na ordem certa: “assombro + negação + resignação + mudança”.

Mudar faz toda a diferença. Enfrentar o problema do excesso de peso deve fazer parte do seu processo de mudança. O tamanho da sua cintura (acima de 102 cm para homens e de 88 cm para mulheres) está diretamente relacionado ao risco de doenças cardiovasculares – e as doenças cardiovasculares podem encurtar sua vida.

Ameaça

Metade dos brasileiros sofre com sobrepeso (índice de massa corporal [IMC] entre 25,0 e 29.9) ou obesidade (IMC acima de 30,0). A maioria não consegue enxergar nisso um problema de verdade, muito menos uma doença. Sem enxergar lucidamente a ameaça, como resolvê-la? Como evoluir?

Para si mesmo

Eu sei que é duro emagrecer (não é impossível, mas é uma tarefa dura). Entretanto, ninguém irá lhe obrigar seriamente a isso. Nem seus pais, nem seus filhos, nem seu médico. Controlar seu peso é uma tarefa de cunho íntimo.

Consiste em se dar conta que as dores nos joelhos, nas costas, no pescoço e na cabeça, o cansaço excessivo, o sono perturbado, tudo isso tem um fundo em comum: a gordura sobrando.

E essa gordura sobrando pode levar a hipertensão, diabetes, derrame, trombose, arritmia, artrose e toda uma variação interminável das sete pragas do Nilo.

Ficar ou não com o excesso de peso é uma escolha sua. É uma escolha. O sobrepeso e a obesidade são uma escolha, sempre.

Pode rogar suas pragas de assombro, negação e resignação quantas vezes quiser. Que você “tem tireóide” (para sua informação: todo mundo tem, trata-se de uma glândula bastante habitual na nossa espécie), que sua família inteira sempre foi mais cheinha (obviamente o fato de todos aqueles primos gordinhos comerem muito e se exercitarem quase nada não tem a menor significância), ou que seus genes foram modificados em uma abdução por uma raça alienígena, enfim. A criatividade humana só encontra par à altura na burrice humana.

Estamos aqui para evoluir. Não permita que escolhas equivocadas diminuam seu tempo nessa escola. Aumente seus anos de vida. Assuma o risco do assombro, da negação e da resignação e parta para a mudança. É um simples estalo na sua cabeça. O ganho, como você verá, é absurdo porque quando você muda, tudo muda.

Mude hoje!

PS: Para melhorar a compreensão deste artigo, recomendo a leitura dos demais textos da série iniciada por O Animal Humano, que são: O Animal Humano, Uma Mesa de Quatro Pés, Os Administradores de Horas, A Comida e Você e O nome do Jogo.

Por Dr. Alessandro Loiola . 10.12.10 - 16h03

http://colunistas.yahoo.net/posts/7019.html

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Acupuntura no SUS

Amigos,
Segue abaixo o teor com o DOWNLOAD do arquivo, que foi colocado no site da Escola Zangfu.
Aproveito para informar, que no site, aquele que se inscrever, recebrá sempre notícias postadas lá, como esta, por exemplo. O site é : www.zangfu.com.br
Abs.
Allan Ponts

-------Mensagem original-------

De: Escola Zang-Fu de Acupuntura
Data: 12/02/10 02:31:02
Para: acupuntura2005@globo.com
Assunto: Escola Zang-Fu de Acupuntura

Escola Zang-Fu de Acupuntura
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Acupuntura no SUS
Posted: 01 Dec 2010 01:38 PM PST

VITÓRIA – ACUPUNTURA MULTIDISCIPLINAR NO SUS COM RECONHECIMENTO VIA DATASUS
PORTARIA Nº 84, DE 25 DE MARÇO DE 2009. O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a Portaria SAS/MS nº 511, de 29 de dezembro de 2000, que estabelece o cadastramento dos estabelecimentos de saúde no país, vinculados ou não ao Sistema Único de Saúde – SUS;

Considerando a Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006, que divulga o Pacto pela Saúde 2006 Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto; Considerando a necessidade de atualizar a Portaria SAS/MS nº 154, de 18 de março de 2008, adequando-a às diretrizes da Portaria nº 971/GM, de 03 de maio de 2006, que institui a Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares no âmbito do SUS; e Considerando a necessidade de adequar o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde ? SCNES, resolve:

Art. 1º Adequar o serviço especializado 134 ? SERVIÇO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS e sua classificação 001 – ACUPUNTURA de acordo com a tabela a seguir: COD SERV DESCRICAO DO SERVIÇO COD CLASS DESCRIÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO 134 SERVIÇO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS 001 ACUPUNTURA GRUPO 1 CBO DESCRIÇÃO 2231-01 MÉDICO ACUPUNTURISTA GRUPO 2 2235-05 ENFERMEIRO GRUPO 3 2212-05 BIOMEDICO GRUPO 4 2236-50 FISIOTERAPEUTA ACUPUNTURISTA GRUPO 5 2515-10 PSICÓLOGO CLÍNICO – PSICÓLOGO ACUPUNTURISTA GRUPO 6 2234-05 FARMACÊUTICO

Parágrafo único: Permanecem inalteradas as demais classificações deste serviço. Art. 2º – Caberá ao Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas ? Coordenação Geral dos Sistemas de Informação, com o apoio do Departamento de Atenção Básica – DAB/SAS/MS, adotar as providências necessárias junto ao Departamento de Informática do SUS – DATASUS/SE/MS, para o cumprimento do disposto nesta Portaria. Art. 3º – Esta Portaria entra em vigor na competência abril de 2009.

Alberto Beltrame – Secretário

Procedimento de Acupuntura pelo SUS cresce mais de 120%

UOL/Ciência e Saúde 05/01/2010 – 11h42
Da Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelam aumento no número de procedimentos de medicina não convencional (acupuntura, Medicina Tradicional Chinesa, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS). De 2007 para 2008, as consultas de acupuntura, por exemplo, cresceram 122,7% , passando de 97.240 sessões para 216.616.

No caso das práticas corporais, que incluem tai chi chuan e lian gong, o crescimento foi de 358% nos últimos três anos, de acordo com o ministério.

A coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), Carmen De Simoni, aponta três fatores para a expansão da medicina não convencional dentro da rede pública de saúde: a criação da política, em 2006, que incluiu procedimentos antes não existentes no SUS ou ainda pouco utilizados, a divulgação das práticas visando acabar com o estigma em relação à medicina não convencional e o incentivo aos profissionais para a adoção desses procedimentos.

?Houve estímulo aos profissionais que já estavam no SUS, que são homeopatas e acupunturistas, a colocarem à disposição do sistema esse conhecimento?, disse a coordenadora à Agência Brasil.

Além disso, o governo federal aplicou recursos maciços na ampliação da medicina alternativa. Na homeopatia, o investimento saiu de R$ 611,3 mil, em 2000, para R$ 2,9 milhões, em 2008, incremento de cerca 383%. Em acupuntura, o desembolso teve aumento de aproximadamente 1.420% nesse mesmo período, de R$ 278 mil para R$ 3,9 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, que oferece cursos na área, Evaldo Martins, o baixo custo da técnica milenar chinesa, que usa agulhas, e a rápida recuperação do paciente contribuíram para a expansão da prática no SUS. O atendimento é feito, na maior parte dos casos, em postos de saúde e nos Núcleos de Saúde da Família por médicos especializados ou acupunturistas.

Ele critica entretanto o projeto de lei conhecido como Ato Médico – que dispõe sobre as atividades privativas da profissão – e prevê prejuízos na prestação dos serviços à população se a proposta virar lei. Segundo ele, estima-se que existam 30 mil acupunturistas no país, sendo apenas 25% médicos.

Alguns profissionais de saúde também divergem sobre o projeto sob alegação de que procedimentos, atualmente desempenhados por outras categorias, se tornarão exclusivos dos médicos.

Para a coordenadora Carmen De Simoni, a tendência é de crescimento no número de consultas e o projeto não será um obstáculo a essa ampliação.

?Acredito que todas as categorias de saúde tenham o que aportar ao cuidado em saúde e também acredito que a categoria médica é muito relevante, tem muito a contribuir, assim como a fisioterapia, a biologia e a enfermagem e as 14 categorias da saúde. Não vamos ter nenhum tipo de redução [na prestação do atendimento alternativo] por aprovação de algo tão esperado como a lei de exercício de uma categoria profissional?, afirmou a coordenadora.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, em outubro passado, e volta ao Senado para votação.

Clique no botão abaixo para fazer o download de uma apresentação sobre a Acupuntura no SUS:

Download http://www.zangfu.com.br/docs/PNPIC-MTCA.ppt

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